27/07/2008

Parabéns!

Mais uma vez saiu o resultado do Vestibular da UEFS - Universidade Estadual de Feira de Santana, só que dessa vez esse resultado teve um significado diferente para mim. Alguns estudantes do CETEB figuram entre os aprovados deste certame. É uma excelente notícia, sem dúvida, ainda mais que são meus estudantes e acompanhei de perto o esforço deles em busca de uma vaga na Universidade. Um curso técnico é importante,pois possibilita uma melhor chance de figurar no mercado de trabalho. Mas, a Universidade é imprescindível, para que o estudante se torne um cidadão capaz de construir-se intelectualmente e possa transformar com seus conhecimentos a sociedade em que vive.Estou realmente feliz. Espero que Lilian, Suelane, Anderson, Witã e outros que por hora não citei, possam influenciar a outros estudantes a se prepararem em busca de oportunidades melhores!

25/07/2008

Elementos de Fixação

Se você vai fazer uma caixa de papelão, possivelmente usará cola, fita adesiva ou grampos para unir as partes da caixa. Por outro lado, se você pretende fazer uma caixa ou engradado de madeira, usará pregos ou taxas para unir as partes.Na mecânica é muito comum a necessidade de unir peças como chapas, perfis e barras. Qualquer construção, por mais simples que seja, exige união de peças entre si.Entretanto, em mecânica as peças a serem unidas, exigem elementos próprios de união que são denominados elementos de fixação.Numa classificação geral, os elementos de fixação mais usados em mecânica são: rebites, pinos, cavilhas, parafusos, porcas, arruelas, chavetas etc.Você vai estudar cada um desses elementos de fixação para conhecer suas características, o material de que é feito, suas aplicações, representação, simbologia e alguns cálculos necessários para seu emprego.A união de peças feita pelos elementos de fixação pode ser de dois tipos:móvel ou permanente.No tipo de união móvel, os elementos de fixação podem ser colocados ou retirados do conjunto sem causar qualquer dano às peças que foram unidas. É o caso, por exemplo, de uniões feitas com parafusos, porcas e arruelas.No tipo de união permanente, os elementos de fixação, uma vez instalados, não podem ser retirados sem que fiquem inutilizados. É o caso, por exemplo, de uniões feitas com rebites e soldas.Tanto os elementos de fixação móvel como os elementos de fixação permanente devem ser usados com muita habilidade e cuidado porque são, geralmente, os componentes mais frágeis da máquina. Assim, para projetar um conjunto mecânico é preciso escolher o elemento de fixação adequado ao tipo de peças que irão ser unidas ou fixadas. Se, por exemplo, unirmos peças robustas com elementos de fixação fracos e mal planejados, o conjunto apresentará falhas e poderá ficar inutilizado. Ocorrerá, portanto, desperdício de tempo, de materiais e de recursos financeiros.Ainda é importante planejar e escolher corretamente os elementos de fixação a serem usados para evitar concentração de tensão nas peças fixadas. Essas tensões causam rupturas nas peças por fadiga do material. TIPOS DE ELEMENTOS DE FIXAÇÃO Para você conhecer melhor alguns elementos de fixação, apresentamos a seguir uma descrição simples de cada um deles. REBITE O rebite é formado por um corpo cilíndrico e uma cabeça. É fabricado em aço, alumínio, cobre ou latão. É usado para fixação permanente de duas ou mais peças. PINO O pino une peças articuladas. Nesse tipo de união, uma das peças pode se movimentar por rotação. CAVILHA A cavilha une peças que não são articuladas entre si. CONTRAPINO OU CUPILHA O contrapino ou cupilha é uma haste ou arame com forma semelhante à de um meio-cilindro, dobrado de modo a fazer uma cabeça circular e tem duas pernas desiguais. Introduz-se o contrapino ou cupilha num furo na extremidade de um pino ou parafuso com porca castelo. As pernas do contrapino são viradas para trás e, assim, impedem a saída do pino ou da porca durante vibrações das peças fixadas. PARAFUSO O parafuso é uma peça formada por um corpo cilíndrico roscado e uma cabeça, que pode ter várias formas. PORCA A porca tem forma de prisma, de cilindro etc. Apresenta um furo roscado. Através desse furo, a porca é atarraxada ao parafuso. ARRUELA A arruela é um disco metálico com um furo no centro.O corpo do parafuso passa por esse furo. ANEL ELÁSTICO O anel elástico é usado para impedir deslocamento de eixos. Serve, também,para posicionar ou limitar o movimento de uma peça que desliza sobre um eixo.

23/07/2008

Aula de Mecânica Geral - Conceitos de Manutenção

A Manutenção Preditiva consiste na definição e no planejamento antecipado das intervenções corretivas, a partir da aplicação sistemática de uma ou mais técnicas de monitoração, como: • Análise de vibrações de equipamentos rotativos e alternativos, • Análise de corrente e fluxo magnético de motores elétricos, • Análise de óleo lubrificante (tribologia e ferrografia), • Termografia de sistemas elétricos e mecânicos, • Ultrasom para detecção de vazamentos e defeitos de válvulas e purgadores. Essas técnicas são capazes de detectar os defeitos de funcionamento sem interrupção do processo produtivo e com antecedência suficiente para programar as intervenções corretivas, de modo a atingir os seguintes benefícios: • Aumento da segurança e da disponibilidade dos equipamentos, com redução dos riscos de acidentes e interrupções inesperadas da produção. • Eliminação da troca prematura de componentes com vida útil remanescente ainda significativa. • Redução dos prazos e custos das intervenções, pelo conhecimento antecipado dos defeitos a serem corrigidos. • Aumento da vida útil das máquinas e componentes pela melhoria das condições de instalação e operação. A análise estatística dos dados coletados pela Manutenção Preditiva permite ainda: • Identificar equipamentos com problemas crônicos e orientar a sua correção. • Avaliar a eficácia e a qualidade dos serviços corretivos e propor programas de treinamento e a adoção de novas tecnologias, visando o seu aprimoramento. De um modo geral, pode-se afirmar que a aplicação de programas de Manutenção Preditiva em indústrias de processo resulta, a médio e longo prazo, em reduções da ordem de 2/3 nos prejuízos com interrupções inesperadas de produção e de 1/3 nos gastos com a manutenção, após uma fase inicial de investimentos. Manutenção Preventiva • A manutenção deve ser considerada um fator econômico. • A manutenção deve ser planejada, evitando-se improvisações. • Deve existir uma equipe de manutenção especializada. • Deve existir uma informação técnica completa, relativamente aos trabalhos de manutenção de cada máquina ou instalação. • Deve existir uma oficina de manutenção. • Deve existir um almoxarifado de peças sobressalentes. Manutenção Preventiva Conceito É a execução de Inspeção e ou tarefas de reparação que tenham sido planejadas (programadas antecipadamente) para realização em pontos específicos, em tempo para manter a capacidade de operação do equipamento ou sistema. Objetivos • Evitar reparações maiores e de custos mais elevados (ou pelo menos reduzir estas reparações). • Evitar reposições de peças com urgência ou prematuramente. Benefícios da Manutenção Preventiva Maior Segurança Os defeitos imprevistos de certos equipamentos podem causar sérios problemas para as atividades cotidianas, como esterilização parada, cirurgias canceladas, etc. Menor tempo inativo dos funcionários Tem-se observado que quando um equipamento apresenta defeito enquanto está em uso, o operador tende a não iniciar outro trabalho até que esta unidade seja recolocada em serviço e ele poder recomeçar o trabalho. Menos interrupção do serviço Ao reduzir o número de falhas imprevistas do equipamento, se evitará a interrupção dos processos em andamento. Melhor qualidade do produto/análise Com a inspeção e os ajustes periódicos a performance, o rendimento e a precisão dos equipamentos são mantidos. Menor custo de reparações As reparações e os ajustes menores vinculados à manutenção preventiva normalmente têm custos menores que as reparações corretivas, porque a MP necessita de menos pessoal de manutenção, menos conhecimentos especializados e menos peças de reposição. Eliminação de reposição prematura de equipamento O equipamento terá sua vida útil reduzida se não se faz lubrificações e outros ajustes periodicamente. A reposição prematura de um equipamento acarreta gastos desnecessários de dinheiro. Menos equipamentos de reserva Identificação de custos elevados de manutenção A MP, através de seus registros, permite identificar os elementos do equipamento ou do sistema que apresentam custos mais elevados de manutenção e a adoção de medidas para minimizar o problema que pode ser: uso indevido, má operação, procedimentos de manutenção ineficiente e idade do equipamento. Menor controle de peças de reposição A MP supõe a reposição programada de determinados componentes e peças do equipamento. A Reposição planejada permite controlar melhor o estoque de peças de reposição. Observação importante No período de implantação, os custos diretos de manutenção poderão aumentar um pouco, devido aos investimentos iniciais necessários. Bases da Manutenção Preventiva • Inspeções periódicas. • Atuações programadas. • Freqüências definidas pelo fabricante. • Registro de dados. • Análise de custos. • Estoque de peças reservas. O Que se deve incluir na MP Uma análise criteriosa deve ser feita para decidir quais equipamentos ou sistemas devem ser incluídos no programa de MP. Não é necessário que o programa contemple absolutamente todos os equipamentos e sistemas. Aspectos a Considerar • Custo do equipamento e de sua paralisação. • Saúde e segurança do operador. • Processo em que o equipamento está envolvido. • Importância da análise ou controle que se realiza naquele equipamento. Quem deve fazer a MP • Empresas especializadas ou com o fabricante. • Funcionário treinado para MP básica. • Equipe de manutenção própria. Manutenção Corretiva Serviços de reparo em itens com falha, ou seja, consiste no recondicionamento ou substituição das partes de um equipamento e uma vez parado, o reparo da falha (falha funcional) é feito com urgência ou emergência.

21/07/2008

Desempenho Profissional

Já são três horas da manhã, estava concluindo um planejamento semanal das minhas aulas. Toda semana faço isso, aliás, todos os dias, já que esse é o horário que vou dormir, sempre em busca de novidades para apresentar nas aulas. Vou confessar! A semana que passou me deixou meio triste,pois algumas turmas parecem não valorizar a qualidade das aulas, quando perdem tempo com conversas paralelas, motivadas pela ansiedade de estarem próximos a concluir o curso. Acho isso um perigo, pois observo que o mercado de trabalho, só reserva vagas para os que estudam sempre e não somente enquanto estão frequentando um curso. Mas, por força do profissionalismo e do prazer de ser professor em cursos técnicos, preparei as melhores aulas. Ainda bem que fiz isso, pois já estava recolhendo meus papéis e entre eles estava o relatório de um estudante de Mecânica Industrial. Lembrei-me então que não havia feito a leitura deste. Fui observar as impressões que Noel Rodrigues, um aplicado rapaz, havia descrito. Bom observador, ele realmente aproveitou a Visita Técnica, pude notar isso. Mas, o que me chamou mesmo a atenção, foi que ele ressaltou o prazer de ter-me como seu professor, e observar que faço de tudo que é possível para que os estudantes conheçam e pratiquem o que lhes será cobrado pelo mercado de trabalho. Ainda bem que não descuidei de minhas obrigações como educador, caso contrário, estaria em dívida com Noel e outros tantos. Fico grato a Noel Rodrigues e aos que como ele reconhecem os esforços do meu desempenho profissional. Agora sim, posso ir dormir, com a consciência tranquila do dever cumprido.

18/07/2008

Mecânica de automóveis já é trabalho de mulher!

As mulheres já estão invadindo também o universo da mecânica de automóveis, outro reduto profissional tipicamente masculino. Quem vê a carinha de menina, não diz que Angela Demetrio é uma técnica em automobilística e trabalha em uma das maiores autorizadas da Ford, em Santa Catarina, no setor de mecânica. Ela é a única na ativa na Grande-Florianópolis que se tem conhecimento. Com apenas 21 anos, formada pelo Senai (Serviço Nacional da Indústria) em dezembro de 2006, ela já atua no ramo há mais de um ano. Angela enfrenta milhares de desafios diários e, por se tratar de uma mulher com força física inferior a da maioria dos homens, às vezes, precisa aceitar seus limites e pedir ajuda para afrouxar alguns parafusos e porcas. “Mas fico furiosa comigo quando isso acontece”, confessa a menina-mulher que já ensaia seus primeiros passos rumo a um futuro que ela pretende construir cursando a faculdade de engenharia. Na juventude tudo é possível. Preconceito e discriminação são atitudes que boa parte dos jovens pretende banir do mundo. Algumas mulheres são levadas a assumirem “papéis masculinos” pela necessidade, mas outras o fazem por enfrentamento. No entanto, não se pode negar que o mundo inteiro está reavaliando uma série de conceitos. Alguns homens também já estão entrando em territórios dantes femininos e desbancando muitas de nós na cozinha e em outras atividades domésticas. Os dois sexos estão se permitindo experimentar a vida na esperança sempre de alcançar a harmonia, o bem estar. “A profissão tem outros desafios que todos nós enfrentamos. A tecnologia de automóveis se renova quase que diariamente. A gente está sempre tendo que aprender mais e mais. Não se pode reclamar de rotina”, explica a mecânica. Angela já passou por cursos em São Paulo e Porto Alegre de elétrica básica e em equipamentos de diagnóstico – que fazem leitura de problemas com injeção eletrônica, por exemplo. Os colegas de trabalho dizem que ela é companheira deles e não fazem distinção de sexo. Eles se ajudam mutuamente para atingir a satisfação do cliente que é o objetivo final da equipe. Ela não tem pressa de aprender e está sempre pronta para ir onde seu gerente a enviar e trabalha em outras lojas sempre que solicitada. “Estou sempre aprendendo com gente que está no ramo há muito mais tempo que eu”, esclarece a profissional. Angela não sabe se os colegas já se acostumaram a sua presença. “Eu vim na cara e na coragem para enfrentar qualquer coisa, mas acredito que eles me levam a sério”, completa. Como Angela foi parar na oficina: Angela chegou na empresa para trabalhar na recepção. Como a garota sempre prima por fazer um trabalho de excelência buscando reconhecimento, entrou no curso do Senai com o objetivo de esclarecer melhor a clientela a respeito das panes que aconteciam nos veículos. “Sempre quis desde menina trabalhar em profissões ditas como masculinas. Eu queria seguir a carreira militar, mas teria que sair daqui e meus pais não deixaram. Eu não havia premeditado trabalhar na oficina. Tenho um irmão que é mecânico, mas nunca estive nesse ambiente antes e nem fui influenciada por ele. Eu queria mesmo aprimorar meu trabalho na recepção. Eu não entendia nada de mecânica de automóveis. Mas quando fui fazer o curso, tomei gosto pela atividade e fiquei pedindo para o meu gerente me deixar trabalhar na oficina. Na sala de aula eu era a única mulher. Sabia que enfrentaria vários obstáculos. Meu pai quase chorou quando eu disse que ia sair da recepção para a oficina. Às vezes, ainda me pede para sair. A mãe já é mais parceira, embora ache que o trabalho é muito pesado para mim. Realmente, chego em casa , tomo um banho, como alguma coisa e caio na cama cedo”, relata ela, orgulhosa por sua escolha. A moça garante que não vai desistir tão cedo da oficina, porque acha que há muito o que aprender e seu objetivo é cursar engenharia. “Acho que talvez fique mais difícil quando eu ficar mais velha. Mas também acho que esse trabalho só vai acrescentar na minha carreira”, declara. Ela não queria perder os conhecimentos que estava adquirindo no curso e por isso insistiu que se houvesse a prática dentro da própria empresa, iria mais longe e fixaria os conteúdos melhor. Angela explica que o perfil das mulheres mudou. “Falta coragem às pessoas para fazerem o que têm vontade. Ninguém deve desistir dos seus sonhos, porque ninguém pode viver sua vida por você”, ensina.

14/07/2008

MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS ELÉTRICOS Aula 1

MOTORES ELÉTRICOS – COMPONENTES E APLICAÇÕES: O motor elétrico é uma máquina destinada a transformar energia elétrica em energia mecânica. É o mais usado de todos os tipos de motores, no setor industrial, pois, combinam as vantagens da energia elétrica - baixo custo, facilidade de transporte, limpeza e simplicidade de comando – com sua construção simples, custo reduzido, grande versatilidade de adaptação às cargas dos mais diversos tipos e melhores rendimentos. Hoje, os motores elétricos, representam metade da força motriz de uma indústria, acionando diversos tipos de máquinas dentro dos processos industriais. O princípio fundamental em que os motores eletromagnéticos são baseados é que há uma força mecânica em todo o fio, quando está conduzindo a eletricidade contida dentro de um campo magnético. Sabemos que, cargas em movimento, induzem correntes elétricas, então, podemos concluir que as correntes elétricas também interagem entre si. Assim é produzida a força, ou melhor, a energia que aciona o motor elétrico. Os motores elétricos são compostos de elementos estáticos, onde se encontra toda a parte da fiação eletromagnética, na carcaça do motor. Se você puder pegar um pequeno motor elétrico, verá que ele possui dois pequenos ímãs permanentes, um comutador, duas escovas e um eletroímã, feito enrolando-se fio ao redor de uma peça de metal. Esse elemento girante é o rotor, através do rotor, os motores elétricos imprimem torque aos equipamentos, transformando energia elétrica em energia mecânica. No rotor, encontramos também os rolamentos, elementos importantes no funcionamento dos motores, pois dão sustentação ao conjunto girante. Nas tampas do motor, encontramos os mancais de sustentação dos rolamentos, onde estes devem sempre estar em conformidade com as tolerâncias e ajustes, para evitar vibração excessiva e perda de rendimento do motor elétrico. MANUTENÇÃO DE MOTORES ELÉTRICOS: Hoje na indústria, os profissionais de manutenção estão expostos aos mais variados tipos de exigência de conhecimentos técnicos. Uma manutenção em um motor elétrico exige conhecimentos que estavam resumidos aos profissionais de mecânica industrial, porém isso tem mudado e o profissional de elétrica participa ativamente da substituição de rolamentos e montagens de conjuntos eletromecânicos, para isso vamos buscar preparação técnica na área de manutenção de motores elétricos. Procedimentos como desmontagem de motores elétricos, análise de rolamentos, substituição e montagem, serão adotados de forma prática nos laboratórios de eletricidade. Um diagnóstico na condição operacional de um motor é um diferencial no desempenho de um profissional, portanto, vamos também estudar os rolamentos e suas especificações e os procedimentos de lubrificação. MONITORAMENTO DE ROLAMENTOS: É bastante importante para a conservação dos rolamentos e a conseqüente manutenção preditiva e preventiva, a verificação, o monitoramento e o planejamento das inspeções. Com o controle das máquinas e equipamentos elétricos, é possível planejar a substituição de modo que, não interfira na produtividade do equipamento, além de evitar o comprometimento da estrutura do equipamento e uma parada mais longa devido à quebra dos rolamentos. Na Inspeção, um Técnico de Manutenção deve observar os sinais que os equipamentos emitem durante seu funcionamento. Os rolamentos quando estão em boas condições, produzem um zumbido suave e uniforme. Ruídos e outros sons irregulares normalmente revelam rolamentos em más condições de funcionamento. Os sinais de perigo são: ruído, vibração e aumento de temperatura. Para estabilizar o funcionamento de Máquinas e Equipamentos Elétricos, adotamos alguns procedimentos de controle e inspeção, sendo os principais: escutar, sentir e olhar.

08/07/2008

Combustão Limpa.

Óleo combustível industrial lançado pela Petrobras apresenta combustão mais limpa e eficiente. Com a denominação de Add Cleaner, a Petrobras desenvolveu e lançou no mercado um óleo combustível aditivado para o segmento industrial especialmente destinado à geração de energia, por meio da queima em fornos e caldeiras. O óleo apresenta uma redução de até 91% na emissão de material particulado gerado na queima. Com tecnologia desenvolvida pela Petrobras, o Add Cleaner proporciona uma combustão mais limpa e eficiente. Além disso, tem como diferencial a assistência técnica. Seu exclusivo processo de aditivação em linha garante maior homogeneidade na mistura do aditivo e eficiência no uso do produto. O novo produto proporciona consideráveis benefícios ambientais, como a redução das emissões de fuligem e material particulado, diminuindo a formação de depósitos e incrustações nos equipamentos, o que permite aumentar o período entre as manutenções. O combustível é resultado do contínuo esforço da Companhia de superação tecnológica e inovação no desenvolvimento de novos produtos, visando contribuir para a qualidade do ar. Superação de Desempenho Logo após o seu lançamento as vendas superaram as expectativas e os resultados obtidos com a utilização de Add Cleaner pelos clientes industriais foram ainda mais surpreendentes, apresentando uma redução de até 91% na emissão de material particulado dos gases gerados na queima de óleo combustível, excedendo o desempenho dos resultados nos testes realizados no Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT. Gerência de Imprensa/Comunicação Institucional Telefone: 55 (21) 3224-1306 e 3224-2312 Fax.: 55 (21) 2220-5052 - 3224-4903 E-mail: imprensa@petrobras.com.br

07/07/2008

O MAIOR MOTOR DIESEL DO MUNDO

O Wärtsilä-Sulzer RTA96-C é o motor Diesel mais potente do mundo atualmente. É de dois tempos, turboalimentado com sistema de injeção Common-Rail e é o mais eficiente que já se conseguiu construir. Fabricado em Aioi, no Japão, pela Diesel United com tecnologia Wärtsilä, de cujo site essas imagens foram colhidas, o RTA96-C impressiona. Está sendo produzido em versões de 6 a 14 cilindros em linha. Foi projetado inicialmente para aplicação em navios porta-container, mas encontra utilização em qualquer grande embarcação similar propelida por um único motor. Alguns dados impressionantes: Diâmetro da Camisa: 960 mm Curso do Pistão: 2.500 mm Cilindrada: (volume de um único cilindro) = 1.820 litros. (Mais do que mil motores automotivos 1.8). Para a versão de 14 cilindros, a cilindrada total é 25.480 litros! Potência por cilindro: 7.780 HP. Para a versão de 14 cilindros, são 108.920 HP (Com essa potência é possível tocar uma frota de uns 800 ônibus urbanos). Peso total para a versão de 14 cilindros: 2.300 toneladas (A árvore de manivelas sozinha pesa 300 toneladas). Comprimento: 26,53 metros Altura: 13,52 metros (Isso é mais do que um prédio de 4 andares!) Rotação: 92 a 102 RPM O consumo específico de combustível é de 120 a 126 gramas por HP por hora. Este é o consumo específico mais baixo de que se tem conhecimento, para qualquer motor Diesel, o que resulta num rendimento térmico superior a 50%. Para se ter uma idéia de comparação, os motores automotivos e de pequenas aeronaves tem consumo específico de combustível entre 182 e 272 gramas por HP por hora, com eficiência térmica de 25 a 35%. Apesar da alta eficiência, quando a plena carga este colosso consome 6.284 litros (1.660 galões) de óleo pesado por hora. Os componentes internos deste motor tem algumas diferenças em relação aos motores Diesel automotivos e estacionários conhecidos. A cabeça da biela não é diretamente ligada ao pistão. Há uma articulação entre a biela e uma haste que se fixa ao pistão. Dessa forma, os esforços do conjugado mecânico não são transmitidos às camisas dos cilindros, o que elimina o desgaste lateral conhecido como ovalização. Os pistões são arrefecidos a óleo, como nos motores estacionários menores mas tem coroas de aço forjado e as câmaras de combustão têm 3 injetores simetricamente dispostos nos cabeçotes. Os mancais fixos têm casquilhos de 965 mm de diâmetro e largura de 406 mm. Com o aproveitamento do calor dos gases de escape do RTA96C, é acionado um turbogerador de 9.860 kW. A planta é composta por uma turbina diretamente acionada pelos gases de escape (esquerda) combinada com uma turbina a vapor, acionada por vapor gerado com o calor dos gases de escape (centro) e o alternador (direita). Fonte: www.perfectum.eng.br/MaiorMotorDiesel.htm

05/07/2008

Gases Refrigerantes

Gás refrigerante: Se a pressão exercida na superfície de um corpo líquido for reduzida, este passará ao estado gasoso mais facilmente, requerendo neste caso uma quantidade menor de calor para evaporar. Por isso uma das primeiras etapas cumpridas no desenvolvimento dos sistemas de refrigeração foi encontrar o fluido cujo ponto de evaporação fosse mais baixo do que o da água. Esta característica foi encontrada nos chamados "fluidos refrigerantes". O gás CFC-12 (R12) era um dos mais usados até ser proibido pelo elevado poder destrutivo do ozônio atmosférico (encarregado de interceptar a maior parte das radiações ultravioletas). O gás HCFC-22 (R22) consegue a combinação de ótimas características químicas e físicas a um elevado rendimento volumétrico, sendo usado nas instalações de climatização de baixa a médias potências. O gás CFC 114, é usado nos compressores centrífugos nas instalações de climatização. Conhecidos na realidade doméstica como “gás de geladeira”, os agentes refrigerantes são substâncias que absorvem grande quantidade de calor ao passarem do estado líquido para o gasoso. A absorção depende de uma fonte extra para efetuar a troca de calor (água ou o ar) e ocorre justamente com a mudança de fase do fluido. Inicialmente, os refrigerantes mais usados eram a amônia, o dióxido de carbono, dióxido de enxofre e cloreto de metila. Em 1931, o setor conheceu os refrigerantes de fluorcarbono, fabricados pela Dupont. No ano seguinte, o cientista Thomas Midgely Jr. inventou o refrigerante 12, mais conhecido como Freon 12, ou o famigerado clorofluorcarbono (CFC). Este tem a característica de apresentar reação endotérmica – capacidade de regular sua própria temperatura de acordo com a interação com o meio – quando expande ou quando vaporiza. Além disso, não é inflamável, não é explosivo, não é tóxico e não corrói metais. No final da década de 80, um golpe esfriou o entusiasmo dos adeptos do CFC e outros. Evidências científicas ligaram os produtos de fluorcarbonos a buracos na camada de ozônio, importante barreira ao excesso de radiação solar ultravioleta na superfície terrestre. Em pesquisa de refrigerantes substitutos, a categoria dos hidrocarbonetos (HC) resultam inócuos para o ambiente, mas são extremamente inflamáveis, portanto são pouco adaptados aos Sistemas civis; a categoria dos refrigerantes naturais (amônia) apresenta boas propriedades termodinâmicas, baixa inflamabilidade, mas elevada toxicidade, enfim à categoria dos hidro-fluorcaburetos (HFC) que não têm o impacto no ozônio estratosférico, mas aumenta a poluição do ar (quantidades de CO² no ar). O gás HFC 134a (R134a) substitui o CFC-12 na refrigeração civil, seu impacto é baixo no ozônio, mas não é adaptado para os sistemas de climatização. A substituição do R22 recorre-se ao gás HFC 407C (R407c) ou ao HFC 410A (R410a), mas em ambos os casos são necessários uma conversão das instalações de refrigeração e de ar-condicionado. Além destes, pode ser usado também o gás HFC 404A (R404A) que, porém, apresenta um potencial de superaquecimento global entre os mais elevados da categoria dos hidrofluorcarburetos. Portanto, os sistemas de climatização continuam utilizando o R 22, porém em processo extremamente controlado, ou seja, para ocorrer uma entropia (fuga no sistema), seria necessária uma ação voluntária no sentido de romper a tubulação, causando assim um vazamento

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