29/10/2009

HIDRÁULICA AULA 2


A pressão exercida em um ponto qualquer de um líquido estático é a mesma em todas as direções e exerce forças iguais em áreas iguais. Vamos supor um recipiente cheio de um líquido, o qual é praticamente incompressível. Quando aplicamos uma força de 10 kgf em uma área de 1cm2, obtemos como resultado uma pressão interna de 10 kgf/cm2 agindo em toda a parede do recipiente com a mesma intensidade. Este princípio, descoberto e enunciado por Pascal, levou à construção da primeira prensa hidráulica no princípio da Revolução Industrial. Quem desenvolveu a descoberta de Pascal foi o mecânico Joseph Bramah.

Se empurrarmos o tampão de um recipiente cheio de líquido, o líquido do recipiente transmitirá pressão sempre da mesma maneira, independentemente de como ela é gerada e da forma do mesmo.

As bombas são utilizadas nos circuitos hidráulicos, para converter energia mecânica em energia hidráulica. A ação mecânica cria um vácuo parcial na entrada da bomba, o que permite que a pressão atmosférica force o fluido do tanque, através da linha de sucção, a penetrar na bomba. A bomba passará o fluido para a abertura de descarga, forçando-o através do sistema hidráulico. As bombas são classificadas, basicamente, em dois tipos: hidrodinâmicas e hidrostáticas.

25/10/2009

HIDRÁULICA AULA 1

  • Geradores: Bombas de deslocamento (engrenagens, palhetas, lóbulos, etc.);
  • Distribuidores: válvulas direcionais, válvulas de pressão, válvulas de bloqueio etc.
  • Consumidores: cilindros lineares, motores, cilindros rotativos etc.

Sistemas Hidráulicos

  • Grupos de Acionamento
  • Grupos de Comando e Controle
  • Grupos de Atuação

Vantagens:

  •  Fácil instalação;
  •  Rápida e suave inversão de movimentos;
  •  Pode ser iniciado em plena carga;
  •  Precisão no posicionamento e velocidade;
  •  Sistemas auto lubrificados;
  •  Pequena relação peso/potencia;
  •  Pequena relação tamanho/potência;
  •  Proteção simples contra sobrecarga.

Fluido Hidráulico - Funções:

  •  Transmitir pressão;
  •  Lubrificar as partes móveis;
  •  Proteger contra oxidação;
  •  Eliminar calor;
  •  Remover partículas metálicas.

Fluidos Hidráulicos - Tipos:

  • Óleo mineral;
  •  Fluídos resistentes ao fogo: • Emulsão de óleo (1 a 40%) em água; • Emulsão de água (40%) em óleo; Aditivos: • Fluído sintético.
  •  Inibidor de oxidação: reduz a reação do óleo com o oxigênio.
  •  Inibidor de corrosão: forma um filme sobre os metais que neutraliza material corrosivo ácido.
  •  Extrema pressão (antidesgaste): para aplicações de alta temperatura e alta pressão.
  •  Antiespumante: une pequenas bolhas de ar que se desprendem e estouram.

23/10/2009

INSPEÇÃO E CONTROLE - AULA 9

A ISO/IEC 17025:2005 estabelece, no item 5.10 (Apresentação de resultados) o conteúdo mínimo que um Certificado de Calibração devera possuir, visando que este seja claro e que possua as informações necessárias para avaliação do instrumento de medição. A portaria do INMETRO 16/001 em seu item 9.2, estabelece que as incertezas dos resultados dos ensaios e medições realizadas pelos dispositivos de medição, sejam conhecidas e consistentes com as necessidades do processo. O usuário deve analisar o certificado recebido, principalmente os resultados relatados, com base nos critérios preestabelecidos, e a partir desta análise, decidir o caminho a tomar, pois um certificado de calibração apenas fornece um diagnóstico do objeto que foi submetido a calibração, sendo insuficiente para garantir que o mesmo esta adequado ao uso, ou atendendo algum requisito estabelecido. A análise de um certificado de calibração pode ser dividida em duas etapas:

  • Verificar se são atendidos os requisitos com relação ao conteúdo do certificado. Os padrões deverão possui característica metrológica superior ao instrumento calibração, além de comprovar sua rastreabilidade ao Sistema Internacional de Unidades.
  • Além disso, deve deixar claro o prazo de validade da última calibração dos padrões utilizados.

O Certificado de Calibração deverá descrever de forma resumida o procedimento utilizado na calibração do instrumento. Informações como temperatura e umidade relativa do ar são de extrema importância, pois poderão ser necessárias correções nas medições realizadas com base nestes dados. Caso existam outras grandezas de influência no processo de calibração, estas também devem ser informadas, bem como as correções realizadas.

22/10/2009

INSPEÇÃO E CONTROLE - AULA 8

Funções de um Técnico em Inspeção de Equipamentos:
  • Efetuar, testemunhar e fiscalizar a inspeção de equipamentos em qualquer uma das fases de fabricação, recebimento, construção, montagem e operação, interpretando e registrando resultados;
  • Emitir parecer, realizar e acompanhar a implantação de planos de inspeção de equipamentos contemplando itens a serem inspecionados, procedimentos de inspeção, freqüência e amostragem para inspeção, pontos de retenção, critérios de aceitação e rejeição e taxas de desgastes;
  • Elaborar relatórios de inspeção de equipamentos;
  • Realizar ou acompanhar a coleta de amostras e corpos-de-prova de materiais para análise;
  • Avaliar o grau de deterioração e avarias em equipamentos para posterior análise;
  • Realizar ou acompanhar ensaios, testes, exames, controles, tratamentos e monitorações relativas à atividade de inspeção de equipamentos;
  • Realizar o controle da qualidade dos trabalhos de manutenção, fabricação construção e montagem, no caso de empresas que tenham esta atribuição sob a responsabilidade da inspeção de equipamentos.

21/10/2009

INSPEÇÃO E CONTROLE - AULA 7

BENEFÍCIOS DOS GRÁFICOS DE CONTROLE
  • Os gráficos de controle são instrumentos simples que permitem ao processo atingir um estado de controle estatístico(estado do processo em que estão presente somente causas comuns de variação). Podem ser aplicados pelos próprios operários, que poderão discutir com os supervisores, engenheiros e técnicos através da linguagem dos dados fornecidos pelos gráficos de controle obtendo, assim, as informações necessárias para decidirem quando e que tipo de ações podem ser tomadas para se corrigir e prevenir problemas no processo. Os gráficos de controle servem para monitoramento do processo, mostrando a ocorrência de um descontrole (presença de causas especiais) e/ou a tendência dessa ocorrência, evitando as frustações e os custos de interferências (correcões) inadequadas sobre o processo.

Ao melhorar o processo os gráficos de controle permitem:

  • aumentar a porcentagem de produtos que satisfaçam exigências dos clientes;
  • diminuir os índices de retrabalho dos ítens produzidos e, consequentemente, dos custos de produção;
  • aumentar a produtividade.

OBSERVAÇÕES:

  • O objetivo maior na implantação do CEP é atingir um estado de atitude e comportamento, do pessoal de linha e gerencial, voltado continuamente para a melhoria do processo, o que é conhecido como KAIZEN, termo japonês para aperfeiçoamento contínuo (melhoria contínua). Os conceitos e as técnicas estatísticas são importantes para o CEP, mas devem ser vistos apenas como auxiliares.
  • O mais importante é desenvolver uma nova cultura na empresa (cultura para produzir com qualidade) que permita a motivação e a cooperação de todos na busca da melhoria contínua de todo o processo. Sem essa nova cultura as técnicas têm pouco efeito significativo.
  • É a nova cultura que propiciará as condições básicas para se extrair o máximo da potencialidade das técnicas estatísticas. Essa nova cultura passa fundamentalmente pela melhoria no nível de educação e de motivação da mão de obra.
  • A falta de visão sobre a necessidade de se criar um novo tipo de comportamento e de relações de trabalho, adequadas ao CEP, explica muitos dos casos de implantação mal sucedidas nas empresas brasileiras.
  • Nessa nova cultura a gerência deve ter como meta delegar o controle rotineiro do processo para o próprio pessoal de linha (isso supõe treinar, organizar e oferecer meios/recursos para o pessoal de produção) e procurar se concentrar nos problemas crônicos, nas mudanças de tecnologias, nos projetos de melhorias, etc. Ou seja, "a gerência não deve ficar apagando incêndios, mas deve estudar formas de eliminar, permanentemente, as causas do incêndio".
  • Nesse ambiente a implantação do ciclo PDCA de gerenciamento, em todos os níveis da empresa, seguida da delegação e descentralização do controle, permite liberar o tempo das gerências e da alta administração para os projetos de melhoria (do processo, da qualidade do produto,etc.) que tornam a empresa mais competitiva. Facilita também a implementação de novos paradigmas da gestão da qualidade:
  • "FAZER CERTO DA PRIMEIRA VEZ"
  • "AUTO CONTROLE"
  • "MELHORIA CONTÍNUA".

20/10/2009

INSPEÇÃO E CONTROLE - AULA 6

É importante observar que o conceito tradicional de controle se aproxima de idéias como: inspeção, verificação, supervisão, coerção, etc. Já o conceito moderno se aproxima de idéias como administração, gerenciamento e aperfeiçoamento.

Controlar um processo significa:

  • conseguir manter ESTÁVEL o desempenho do processo, ou seja, estabilizar os resultados e causas de variação do processo;
  • buscar MELHORAR o desempenho do processo através da eliminação de causas que afetam as várias características de controle do processo que está sendo gerenciado.
  • O controle, na sua vertente que busca ESTABILIZAR e manter uma rotina do processo, visa estabelecer e melhorar continuamente um sistema de padrões, atuando nas causas fundamentais de problemas detectados pela observação de características de controle previamente selecionadas. Portanto, visa obter um processo mais estável e previsível.

Na sua vertente de busca de MELHORIA o controle visa:

  • estabelecer um plano e uma meta de aperfeiçoamento voltados para problemas prioritários dentro dos objetivos da empresa;
  • implementar o plano de melhoria; · atuar nos desvios do plano de forma a garantir que se atinja a meta. A melhoria visa obter um processo cada vez mais competitivo através de uma melhoria contínua do desempenho.

O ciclo PDCA é um método gerencial auxiliar na busca da estabilização, bem como da melhoria do processo. O controle de processo deve ser realizado de forma sistemática e padronizada. Para tanto, todas as pessoas, de todos os escalões da empresa, podem utilizar o mesmo método gerencial denominado Ciclo PDCA (Plan, Do, Check, Action) composto das quatro fases básicas do controle: planejar, executar, verificar e atuar corretivamente. Individualmente nenhuma dessas fases constitui o controle. O controle efetivo é obtido pela sequência e pelo giro metódico dessas quatro fases. É, portanto, um ciclo contínuo, que se inicia e termina com o planejamento.

19/10/2009

INSPEÇÃO E CONTROLE - AULA 5

  • Roteiro para Elaboração do Relatório Técnico.

  1. Objetivo: Descrever os objetivos com clareza, definindo os participantes do grupo de coleta de dados e o que se espera da Inspeção.
  2. Material Utilizado: Nome do equipamento utilizado, número de série, resolução (erro de escala). Coletar também dados do material a ser inspecionado.
  3. Procedimento Experimental: Descrever a inspeção, detalhando o que foi realizado para coletar os dados, através de ilustrações devidamente identificadas, escrevendo de forma simples e objetiva, com vocabulário técnico, visando explicar a inspeção para uma pessoa que não estava presente na coleta de dados.
  4. Dados Obtidos: Apresentar de forma organizada, de preferência em tabelas, identificando suas unidades de medida e seus respectivos erros de escala. Descrever as fórmulas utilizadas para obter os resultados.
  5. Análise Estatística: Devem ser apresentados em tópicos, detalhando passo-a-passo cada dado observado.
  6. Síntese: Conclusão dos resultados de maneira que fiquem expostas as diferentes impressões que se obteve na inspeção. Quantificar comparações, colocando o conhecimento do Inspetor sobre a inspeção.
  7. Conclusão: Expor de maneira pessoal quais foram as impressões que ficaram da Inspeção, deixando claro quais foram as habilidades desenvolvidas com a inspeção.

18/10/2009

CURSO DE ENCANADOR INDUSTRIAL



Curso completo de Encanador Industrial em CD-ROM. Confira alguns tópicos do curso:



  • GRÁTIS 1 CURSO DE PINTURA INDUSTRIAL
  • Fundamentos de Tubulações Industriais
  • Serviços de pré-montagem e montagem
  • Medições, corte, rosqueagem, curvatura de tubulações
  • União de tubos por meio de rosqueagem
  • Fundamentos de Soldagem
  • Tubulações de alta e baixa pressão em ferro fundido e aço carbono
  • Tubulações em aço inox, cobre, pvc
  • Suportes para tubos, simbologia de peças e acessórios para tubulações
  • Conexões, válvulas, flanges, medições de pressões dos tubos e flanges
  • Tipos de isolamento
  • Leitura e interpretação de esquemas de tubulações
  • Noções de tubulações para aquecimento
  • Noções de padronização de pintura de Tubulação Industrial.

Após confirmação do pagamento seu curso será enviado pelos Correios.

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17/10/2009

INSPEÇÃO E CONTROLE - AULA 4

CONTROLE DO PROCESSO
  • Do processo de produção podem resultar ítens (produtos) não conformes/ defeituosos ou a porcentagem de defeituosos pode variar ao longo do tempo.
  • O que causa a produção de defeituosos é a existência de variação nos materiais, nas condições do equipamento, nos métodos de trabalho, na inspeção, nas condições da mão de obra, e em outros insumos, etc.
  • A variação que ocorre num processo de produção pode ser desmembrada em duas componentes: uma de difícil controle, chamada variação aleatória, e outra chamada variação controlável.
  • Se as variações forem conhecidas, controladas e reduzidas, os índices de produtos defeituosos certamente se reduzirão. Esses dois tipos de variação exigem esforços e capacitação, técnica e gerencial, diferenciados para o seu controle.
  • O CEP auxilia na identificação e priorização das causas de variação da qualidade (separação entre as poucas causas vitais e as muitas triviais) e objetiva controle ou eliminação (aprisionamento) das causas fundamentais dos defeitos.
Os defeitos podem ser separados em:
  • defeitos crônicos (são inerentes ao próprio processo, estão sempre presentes);e
  • defeitos esporádicos (representam desvios em relação ao que o processo é capaz de fazer, são mais facilmente detectáveis).
As causas de variação podem ser separadas em:
  • causas comuns ou aleatórias (são inerentes ao próprio processo, são relativamente difíceis de serem identificadas, consistem num número muito grande de pequenas causas);
  • causas assinaláveis ou especiais (representam um descontrole temporário do processo, são possíveis de serem identificadas e corrigidas, as causas e os efeitos são facilmente observáveis).

16/10/2009

INSPEÇÃO E CONTROLE - AULA 3

  • Controle Estatístico de Processo - CEP.
O controle da qualidade de um processo produtivo envolve a realização das seguintes etapas consecutivas:
  • definição de um padrão a ser atingido
  • inspeção (medir o que foi produzido e comparar com o padrão)
  • diagnóstico das não-conformidades (descrição do desvio entre o que foi produzido e o padrão)
  • identificação das causas dos não-conformidades/defeitos
  • ação corretiva para eliminação das causas
  • atualização dos padrões(produto ou processo)
  • O CEP, Controle Estatístico de Processo, tradicionalmente, é uma ferramenta com base estatística, de auxílio ao controle da qualidade, nas etapas do processo, particularmente no caso de processo de produção repetitivo. Hoje, mais do que uma ferramenta estatística, o CEP é entendido como uma filosofia de gerenciamento (princípios de gerenciamento) e um conjunto de técnicas e habilidades, originárias da Estatística e da Engenharia de Produção, que visam garantir a estabilidade e a melhoria contínua de um processo de produção. Em resumo, visa o controle e a melhoria do processo.
Os princípios fundamentais para implantação e gerenciamento do CEP são:
  • pensar e decidir baseado em dados e fatos;
  • pensar separando a causa do efeito, buscar sempre conhecer a causa fundamental dos problemas;
  • reconhecer a existência da variabilidade na produção e administrá-la;
  • usar raciocínio de prioridade;
  • girar permanente e metodicamente o ciclo de controle (Ciclo PDCA: Plan, Do, Check, Action), visando a melhoria contínua do desempenho;
  • definir o próximo processo/etapa/posto de trabalho como cliente da etapa anterior. O cliente define a qualidade esperada;
  • identificar instantaneamente focos e locais de disfunção e corrigir os problemas a tempo;
  • educar, treinar e organizar a mão de obra visando uma administração participativa e o auto controle.
As principais técnicas de apoio ao CEP são:
  • Amostragem (Inspeção, Planos de Amostragem)
  • Folha de Verificação
  • Histograma/Gráficos
  • Diagrama de Pareto
  • Diagrama de Causa e Efeito/6M/Espinha de Peixe
  • Estratificação
  • Gráficos de Controle (Gráficos de Shewhart)
Atualmente a inovação fundamental em relação ao CEP é que esses princípios e técnicas devem ser compreendidos, e aplicados, por todas as pessoas da organização e não apenas pelos técnicos e engenheiros da área de Qualidade.

15/10/2009

TEORIA DOS ERROS

  • Os erros são classificados em :
Erros grosseiros : São aqueles causados por falta de atenção ou falta de prática do experimentador.
  • Erros de cálculo
  • Erros de leitura ( ler 81 ao invés de 31 )
  • Erro de cópia ( transcrever 645 ao inves de 654 )
  • Erros provenientes do manuseio errado do instrumento.
  • Erro de paralaxe
Para evitar tais erros deveremos:
  • Repetir cuidadosamente as medições ( resultados discrepantes devem ser rejeitados )
  • Adquirir prática com o instrumento medidor.
Erros sistemáticos : são consequências de imperfeições do instrumento, do experimentador e do método usado.
  • Uso de uma escala em condições diferentes daquela em que foi aferida ( em outra temperatura ).
  • Experimentador: Atrasar ou adiantar o cronômetro.
  • Método empregado: negligenciar a ação da temperatura, pressão.
Para evitar tais erros deveremos:
  • Aferir ou calibrar o instrumento antes do uso.
  • Substituir a observação humana por elementos elétricos ( sensores ).
  • Escolher um método adequado para aquela medida daquela variável.
Erros Acidentais ou Aleatórios: São aqueles provenientes de causas indeterminadas , temporárias, variáveis, imprevisíveis e que modificam de maneira irregular e variável o resultado das medições.Os erros acidentais são inevitáveis , não são elimináveis nem completamente corrigíveis .

14/10/2009

INSPEÇÃO E CONTROLE - AULA 2

Qualidade Total
  • É uma técnica de administração multidisciplinar formada por um conjunto de Programas, Ferramentas e Métodos, aplicados no controle do processo de produção das empresas, para obter bens e serviços pelo menor custo e melhor qualidade, objetivando atender as exigências e a satisfação dos clientes. Os princípios da Qualidade Total estão fundamentados na Administração Científica de Frederick Taylor(1856-1915), no Controle Estatístico de Processos de Walter A. Shewhart (1891-1967) e na Administração por Objetivos de Peter Drucker(1909-2005). Seus primeiros movimentos surgiram e foram consolidados no Japão após o fim da II Guerra Mundial com os Círculos de Controle da Qualidade, sendo difundida nos países ocidentais a partir da década de 70.
A Engenharia da Qualidade (Método Taguchi) é um método que otimiza a funcionalidade e os custos globais (tanto do produtor quanto do cliente) combinando técnicas de projeto de experimentos, análise funcional e tecnologia de controle.
  • Projeto de experimento é um assunto especializado que visa medir os efeitos de variáveis do processo ou do produto por meio da realização de experimentos. Um experimento é um procedimento no qual são feitas alterações propositais nas variáveis de modo que se possa avaliar as possíveis alterações nas respostas ou resultados. Um projeto de experimentos consiste de uma sequência de experimentos em que são feitas alterações simultâneas em diversas variáveis segundo um arranjo ortogonal, possibilitando com relativamente poucos experimentos medir com precisão o efeito de várias variáveis.
Diagrama de Causa e Efeito
  • Investiga os efeitos produzidos por determinadas categorias de causas. Criado por Kaoru Ishikawa, o diagrama é composto por uma linha central com ramificações na parte superior e inferior. O efeito, ou seja, o problema, é anotado na extremidade direita da linha central e as diversas categorias de causas de problemas (material,máquina,medida,mão-de-obra e método) são anotadas nas extremidades das ramificações que são levemente inclinadas para o lado esquerdo, dando-lhe um aspecto de espinha de peixe, nome pelo qual é também conhecido.
Folha de Verificação
  • Formulário estruturado para viabilizar e facilitar a coleta e posterior análise de dados, sobre a frequência com que determinado fato ou problema ocorre.
Diagrama de Pareto
  • Gráfico de barras elaborado com base nos dados coletados na Folha de Verificação, sobre as várias causas de um problema ou vários problemas inter-relacionados. Permite priorizar problemas separando os muitos problemas triviais dos poucos vitais. Nos poucos problemas vitais deverão ser concentrados todo foco e atenção, pois respondem por 80% dos resultados indesejáveis. Vilfredo Pareto economista e sociólogo italiano que viveu no século 19 descobriu que 20% da população detem 80% de toda riqueza de um país, premissa universalmente verdadeira, haja vista que nas empresas - aceitas pequenas variações estatísticas - 20% dos itens estocados respondem por 80% do valor total em estoque, 20% dos clientes respondem por 80% do faturamento total do negócio e também 20% dos problemas respondem por 80% de todos os resultados indesejáveis da empresa.

12/10/2009

INSPEÇÃO E CONTROLE - AULA 1

  • Estatística é uma ciência exata que visa fornecer subsídios ao analista para coletar, organizar, resumir, analisar e apresentar dados. Trata de parâmetros extraídos de uma inspeção, tais como média ou desvio padrão.
  • A estatística fornece-nos as técnicas para extrair informação de dados, os quais são muitas vezes incompletos, na medida em que nos dão informação útil sobre o problema em estudo, sendo assim, é objetivo da Estatística extrair informação dos dados para obter uma melhor compreensão das situações que representam.
  • Quando se aborda uma problemática envolvendo métodos estatísticos, estes devem ser utilizados mesmo antes de se recolher a amostra, isto é, deve-se planejar a experiência que nos vai permitir recolher os dados, de modo que, posteriormente, se possa extrair o máximo de informação relevante para o problema em estudo, ou seja para a inspeção de onde os dados provêm.
  • Quando de posse dos dados, procura-se agrupa-los e reduzi-los, sob forma de amostra, deixando de lado a aleatoriedade presente.
  • Seguidamente o objetivo do estudo estatístico pode ser o de estimar uma quantidade ou testar uma hipótese, utilizando-se técnicas estatísticas convenientes, as quais realçam toda a potencialidade da Estatística, na medida em que vão permitir tirar conclusões acerca de uma inspeção, baseando-se numa pequena amostra, dando-nos ainda uma medida do erro cometido.
  • Frequência é o número de vezes que o valor de determinada variável é observado.
  • Medição é uma ação, é um procedimento. O objetivo de uma medição é determinar o valor do mensurando, isto é, o valor da grandeza específica a ser medida. Uma medição começa, portanto, com uma especificação apropriada do mensurando, do método de medição e do procedimento de medição. O resultado de uma medição é a medida.
  • Medição: conjunto de ações que têm por objetivo determinar um valor de uma grandeza.
  • Valor (de uma grandeza): expressão quantitativa de uma grandeza específica, geralmente sob a forma de uma unidade multiplicada por um número. Exemplo: comprimento de uma barra: 5,34m
  • Grandeza (mensurável): atributo de um fenômeno, corpo ou substância que pode ser qualitativamente distinguido e quantitativamente determinado. O termo “grandeza” pode se referir a uma grandeza em sentido geral (comprimento, tempo, massa.) ou grandeza específica (comprimento de uma barra, resistência elétrica de um fio). Os símbolos das grandezas estão definidos na norma ISO 31.
  • Método de medição: seqüência lógica de operações, descritas genericamente, usadas na execução das medições.
  • Procedimento de medição: conjunto de operações, descritas especificamente, usadas na execução de medições particulares de acordo com um dado método. Um procedimento de medição deve ser um documento com detalhes suficientes para permitir que um observador execute a medição sem informações adicionais.

11/10/2009

TAXA DE COMPRESSÃO AULA 2

A taxa de compressão é um elemento físico-matemático que está presente nos diversos motores: motores de ciclo otto (álcool, gasolina ou gás natural), nos motores de ciclo diesel, nos motores 2 tempos, nos rotatórios, entre outros. Em todos esses motores a compressão interna exerce papel fundamental no seu rendimento. Em geral, quanto maior a taxa de compressão, maior o rendimento termomecânico desses motores - porém, a compressão tem limites, seja pela constituição do motor (ferro, alumínio etc.), pelo limite à detonação/pré-ignição do combustível, seja pelo limite de pressão/temperatura ou de durabilidade suportado pelo motor em questão. A taxa de compressão é quase sempre estática durante o funcionamento e depende da construção física do motor. Em geral, ela pode ser alterada. Nos motores a pistão, isso pode ser feito de várias formas: por rebaixamento do cabeçote (o que reduz o volume da parte superior das câmaras), por utilização de juntas de cabeçote mais finas, ou por utilização de novos pistões (por exemplo, substituição de pistões de cabeça côncava por pistões de cabeça plana, ou com pino de encaixe mais baixo). Essas em geral são receitas utilizadas por preparadores para serem utilizadas em "venenos" para motores aspirados. Entretanto, existem novos projetos em andamento. A empresa de automóveis sueca Saab desenvolveu o protótipo do motor de compressão variável (SVC), que, entre outras características, permite aproveitar a energia do combustível de maneira bem mais eficiente alterando a taxa de compressão continuamente para o valor ideal de acordo com as condições de funcionamento, em tempo real. Esse motor é composto por uma parte superior e uma inferior. A compressão varia por ajuste da inclinação da parte superior em relação à inferior, por meio de atuadores hidráulicos.

10/10/2009

TAXA DE COMPRESSÃO AULA 1

A taxa de compressão é um conceito intrínseco dos motores a combustão interna. É um valor numérico, neste caso uma razão ou proporção, que compreende a relação entre o volume da câmara de combustão completamente distentida para o volume da câmara de combustão completamente comprimida. Por exemplo, quando se diz que um motor possui uma taxa de compressão de 10:1, isto significa que a câmara de combustão, quando completamente distendida, possui 10 vezes maior volume em relação à câmara completamente comprimida. Em motores a pistão, a taxa de compressão é o volume do cilindro mais o volume da câmara de combustão, dividido pelo volume da câmara. A compressão da mistura é essencial para o melhor aproveitamento da queima nesses motores. Isto ocorre porque a queima é uma reação química (rápida oxidação do combustível), e é explicável pelo estudo da cinética química. Toda reação química leva um tempo para ocorrer, ou seja, possui uma velocidade de reação. Quanto maiores a temperatura e a pressão do sistema, entre outros fatores, maior é a velocidade da reação. Os motores a combustão interna trabalham admitindo e comprimindo gases (em geral o ar atmosférico). Nos motores a combustão interna, quando ocorre redução do volume no interior de suas câmaras de combustão, ocorre forte aumento da pressão interna dessas câmaras. Esse efeito é explicável pela teoria geral dos gases. Com esse forte aumento de pressão, a velocidade da queima se dá de maneira bem mais alta do que se daria caso estivesse sob a pressão atmosférica simplesmente. Ocorre que, quanto maior a velocidade da reação, se esta reação for exotérmica (caso da combustão), mais rapidamente se elimina a energia gerada, o que, pelo estudo da física, aumenta a potência liberada pela reação. Como essa energia química é absorvida pelo motor, em grande parte, sob a forma de energia mecânica, isso significa que se obtém um maior aproveitamento mecânico de um motor quanto a combustão é comprimida. Fonte: Wikipédia.

07/10/2009

CILINDRADA

Como máquina de combustão interna, o motor ciclo Otto, por exemplo, necessita de uma quantidade de ar mais combustível, na medida correta obedecendo ao conceito de estequiometria, para realizar sua função. Esta medida é um total de volume que o motor aspira chamado de cilindrada. Na maioria das vezes quando falamos de motor ou especificamos algo do automóvel nos referenciamos através da cilindrada o tipo de motorização, como carro 1000 (mil) ou 2.0 (dois ponto zero) e assim por diante. Quando falamos desta maneira estamos nos referindo a capacidade volumétrica de um motor. Cilindrada é a capacidade que um motor tem de absorver, em volume, uma quantidade de mistura ar mais combustível para dentro do cilindro do motor. Esta cilindrada é definida pelo curso que o pistão percorre dentro do cilindro e diâmetro interno do cilindro. A fórmula matemática para se calcular a cilindrada é praticamente a mesma do cálculo de volume geral de um cilindro. Observe a fórmula: CC= π x d² x curso do pistão. Quanto maior a capacidade volumétrica ou cilindrada de um motor maior potência ele vai gerar resultante de uma maior queima, capacidade de conversão térmica em realização de trabalho mecânico.

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