25/05/2015

Produtividade & Salários

Um dos dez princípios de Economia propostos é que nosso padrão de vida depende de nossa capacidade de produzir bens e serviços. Podemos observar como esse princípio funciona no mercado de trabalho. Especificamente, nossa análise de demanda de mão-de-obra mostra que os salários são iguais à produtividade, medida pelo valor do produto marginal do trabalho [MANKIW, 2005].

Esta relação nos mostra a disposição do mercado em remunerar melhor os trabalhadores mais qualificados, pois esses tornam-se mais produtivos [conceito tecnológico] quando existe demanda alta em relação a uma determinada categoria de trabalhadores. Em uma empresa competitiva e maximizadora de lucros esta situação vai causar uma maior necessidade de contratação desse trabalhador produtivo, aumentando o valor do salário de equilíbrio como ferramenta de contratação de mão-de-obra. Esta variação irá refletir na mudança do valor do produto marginal do trabalho.

Quando comparamos a remuneração de Engenheiros, Projetistas Mecânicos, Desenvolvedores de programas para computador e robótica - onde é grande a demanda e pequena a oferta destes profissionais - com Auxiliares de Produção por exemplo - onde demanda e oferta de mão-de-obra são totalmente inversas devido à baixa produtividade tecnológica que estes profissionais representam no ciclo produtivo devido à baixa qualificação exigida para desempenhar essa função.

O crescimento da produtividade [agregado pela qualificação profissional] reflete no aumento do valor do produto marginal do trabalho. A teoria e a História confirmam a forte ligação entre a produtividade tecnológica e os salários reais.

22/05/2015

Salário & Quantidade de Trabalho

O Salário e a Quantidade de Trabalho ajustaram-se para equilibrar a oferta e a demanda. Quando o mercado está nesse equilíbrio, cada empresa comprou a quantidade de mão-de-obra que julgou ser lucrativa ao salário de equilíbrio. Cada empresa seguiu a regra de maximização do lucro: contratou trabalhadores até o valor do produto marginal do trabalho uma vez que trouxe a oferta e a demanda ao equilíbrio.

Qualquer evento que altere a oferta ou a demanda de mão-de-obra deve alterar o salário de equilíbrio e o valor do produto marginal no mesmo montante porque eles devem sempre ser iguais [MANKIW, 2005]. Para compreendermos como isso funciona vamos exemplificar como alguns eventos podem deslocar as curvas de oferta e demanda de mão-de-obra:


  • A imigração de trabalhadores de uma região para outra faz com que a quantidade de mão-de obra ofertada exceda a quantidade demandada. À medida que a quantidade de trabalhadores aumenta, o produto marginal do trabalhador diminui, e com isso o valor do produto marginal também diminui. No novo equilíbrio, tanto o salário quanto o valor do produto marginal são menores, se ajustando a uma nova situação, diferente do cenário antes da chegada dos novos trabalhadores.



  • O aumento nas vendas de veículos automotores elevou a venda também de combustíveis e lubrificantes para motores. Com isso, a demanda por trabalhadores na função de frentistas. Esse aumento nas vendas não altera o produto marginal do trabalho, entretanto eleva o valor do produto marginal. Com o aumento nas vendas, a lucratividade dos proprietários de postos de combustíveis também aumenta. Para atender mais clientes, contratar mais trabalhadores agora passa a ser lucrativo. Quando a demanda por mão-de-obra aumenta, o salário de equilíbrio aumenta e o emprego de equilíbrio também aumenta. Mas um vez, o salário e o valor produto marginal do trabalho movem-se juntos.


O produto marginal do trabalho é o aumento da quantidade produzida decorrente da utilização de uma unidade adicional de mão-de-obra. E o valor do produto marginal é o produto marginal de um insumo multiplicado pelo preço do produto.  A renda da economia se distribui entre os mercados de fatores de produção. Os três fatores mais importantes são: o trabalho, a terra e o capital. A demanda por fatores como o trabalho, é uma demanda derivada que surge das empresas que utilizam fatores para produzir bens e serviços. Empresas competitivas maximizadoras de lucro empregam cada fator até o ponto em que o valor do produto marginal se iguale ao seu preço. O preço pago a cada fator ajusta-se para equilibrar a oferta e a demanda do fator. Como essa demanda reflete o valor do produto marginal do fator em questão, no equilíbrio, cada fator é remunerado de acordo com sua contribuição marginal à produção de bens e serviços.

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