Sucata de Mercedes transformada em bicicleta



A transformação começou no início do ano passado, quando a agência de publicidade Leo Burnett e a revista B-Cultura se juntaram para promover a discussão acerca da mobilidade urbana. “A ideia era fazer mais do que um simples anúncio convencional – queríamos fazer algo que envolvesse as pessoas para que pudessem experimentar algo diferente”, explica a diretora criativa da agência, Luciana Cani.
A ideia de construir uma bicicleta a partir de um automóvel parece improvável. Entretanto  tornou-se possível graças à habilidade dos colaboradores da Recicla  especialistas na reciclagem de bicicletas. A partir deste primeiro contato, surgiram outros interessados em colaborar com o projeto e o número de parceiros cresceu exponencialmente. Hoje, o Projeto Carma não é só uma bicicleta, são acessórios feitos de peças do automóvel, uma curta-metragem, uma tipografia original para download gratuito e, acima de tudo, uma fantástica história de reaproveitamento de materiais.
 
Vários lugares foram visitados até encontrar o automóvel ideal para a transformação. O eleito – um Mercedes W123 dourado – foi encontrado na Socorsul, uma sucata nos arredores de Lisboa, em Portugal. “Quando encontramos o Mercedes percebemos que ali havia o maior número de peças que poderiam servir para construir uma bicicleta. Além disso, era um carro que possuía um interior em bom estado”, diz Luciana.
 
O processo de mudar de vida e ganhar novas funções durou quatro meses – desde a concepção da ideia até ao produto final. Kiko e Vítor Peixoto, sócios da Recicla  ficaram encarregados de reciclar os componentes do carro, criando uma bicicleta bonita, leve e funcional. Ela foi construída exclusivamente com as peças do automóvel – a correia de distribuição do motor, os puxadores das portas, a pele do tejadilho e dos bancos, os farolins e a vareta do óleo são algumas das partes que ganharam novos usos.
 
O melhor de tudo é que a Carma tem agora uma nova missão na vida – percorrer os quilômetros que fez o seu antecessor, desta vez de forma ecológica, sem a emissão de gases poluentes. Para compensar os 159.768 Km feitos pelo carro, foi instalado um sistema de georreferenciação que permite dar conta da sua atividade – situada até agora nos 4 Km.
 
 
Precisa-se, portanto, que o maior número de pessoas possível pedale esta bicicleta para que ela consiga pagar a dívida que tem para com o ambiente. Os interessados apenas têm de se dirigir ao local onde ela estiver e usá-la. “Agora o nosso único foco é fazer a Carma andar – precisamos de muitos voluntários para a pedalar”, diz Luciana.
 
A Carma está exposta em Lisboa, no Velocité Café, e permanecerá por cerca de dois meses. Depois viajará ao Porto. O eixo fora destas duas principais cidades virá a seguir, quando a Carma seguir pelo resto de Portugal.

Fonte: Green Savers

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