Nova plataforma permite produzir diversos carros das marcas Renault-Nissan

A Renault-Nissan anunciou na quarta-feira (19), que desenvolveu uma nova arquitetura que permite produzir diversos carros de diferentes segmentos e de ambas as marcas. Com o nome de CMF (da sigla em inglês para "módulo familiar comum"), a nova plataforma será usada por fábricas dos cinco continentes e de mais de 10 países até 2020. O seu maior benefício está na redução dos custos. Eles serão até 40% mais baixos durante o desenvolvimento de cada veículo e até 30% menores na aquisição de autopeças, que serão compartilhadas por vários modelos. 
 
"Teremos uma economia jamais obtida devido à abrangência de veículos que a nova arquitetura alcança", destacou a aliança em comunicado. 
 
A nova plataforma permitirá aos modelos compartilhar diversos módulos: de compartimento de motor, habitáculo, partes inferiores dianteiras e traseiras da carroceria, e até mesmo a arquitetura elétrico-eletrônica. A Renault-Nissan ressalta que a CMF não é uma simples plataforma horizontal, mas um conceito que prevê o compartilhamento de várias camadas do carro. 
 
Inicialmente, a nova arquitetura será usada para produzir globalmente 1,6 milhão de unidades por ano de 14 modelos, entre compactos e grandes, sendo 11 da Renault e três da Nissan. Mas poderá ser estendida para outros segmentos, ajudando as marcas a ampliar a gama de produtos. 
 
Os primeiros modelos da Nissan que serão montados nessa nova arquitetura, ainda em 2013, serão os substitutos do Rogue, Qashqai e X-Trail. Já a Renault recorrerá à plataforma apenas em 2014 para renovar Escape, Scénic e Laguna. 
 
Tsuyoshi Yamaguchi, responsável pela engenharia da Renault-Nissan, declarou que a CMF abre uma nova era para a engenharia, permitindo obter maiores volumes de produção e introduzir novas tecnologias mais rapidamente. Yamaguchi aponta que um mesmo produto será fabricado em vários lugares do mundo ao passo que uma única planta poderá fazer diversos modelos. "Vamos simplificar o planejamento, facilitar a gestão, ajustar a nossa capacidade global e ainda reduzir custos", finalizou.

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